Autor do Mês de Janeiro
Haruki Murakami

“A minha imaginação é uma espécie de animal. O que eu faço é mantê-la viva.”
Nasceu em Quioto, em 1949, filho de um sacerdote budista e da filha de um comerciante de Osaka, com os quais aprendeu literatura japonesa. A maior parte de sua juventude em Shukugawa (Nishinomiya), Ashiya e Kobe.
Frequentou a Universidade de Waseda, em Tóquio, dedicando-se sobretudo ao estudo de teatro clássico grego. Antes de terminar o curso, abriu um bar de jazz em Tóquio, chamado Peter Cat, à frente do qual se manteve entre 1974 e 1982. Em 1986, partiu para a Europa e depois para os EUA, mas acabaria por regressar a Tóquio.
Trata-se de um dos escritores japoneses contemporâneos mais divulgados em todo o mundo sendo, simultaneamente, aplaudido pela crítica, que o considera um dos «grandes romancistas vivos» (The Guardian) e a «mais peculiar e sedutora voz da moderna ficção» (Los Angeles Times).
Escritor particularmente influenciado pela cultura ocidental, Murakami traduziu para o japonês obras de F. Scott Fitzgerald, Truman Capote, John Irving e Raymond Carver.
Os seus livros procuram, acima de tudo, compreender as profundezas da identidade humana. É isso que o torna um escritor do mundo, e não só do Japão. Isso e o facto de ter começado, desde muito jovem, a embrenhar-se na cultura americana – inicialmente através de policiais e de música jazz.
Entre a sua primeira obra publicada Hear the Wind Sing (1973) seguiram-se muitas outras, entre as quais se destacam Sputnik, Meu Amor, Kafka à Beira-Mar, Dance, Dance, Dance e A Wild Sheep Chase, que recebeu o Prémio Noma destinado a novos escritores. O japonês Murakami é ainda autor, entre outros, de Hard-boiled Wonderland and the End of the World (distinguido com o prestigiado Prémio Tanizaki) e, mais recentemente, de Blind Willow, Sleeping Woman, a sua terceira coletânea de contos, distinguida com o Frank O'Connor International Short Story Award.
